Se tem uma coisa que ficou clara para mim no painel sobre Gen Z no Web Summit é que muita marca ainda mede sucesso com métricas que a Gen Z já superou.
Curtir é fácil. Compartilhar é compromisso.
Quando Kit comentou que acompanha o sentimento dos comentários nos primeiros minutos para prever se um post vai viralizar, eu pensei imediatamente em como isso é diferente do mundo de marketing corporativo, onde a gente analisa relatório com delay, decide com base em média, e perde o tempo real.
A Gen Z vive em tempo real.
E ela tem um jeito próprio de conversar: por conteúdo.
A era do DM como linguagem
Uma ideia que apareceu no painel é que o compartilhamento — especialmente no DM — virou uma forma de diálogo.
Eu me identifiquei com isso na hora. Hoje, muita gente não manda mensagem dizendo “como você está?”.
Manda um meme, um vídeo, um print.
Isso significa que o conteúdo deixou de ser só “conteúdo”. Ele virou moeda social.
E aí o papel do marketing muda: não é mais “comunicar para o público”. É criar algo que o público queira usar para se comunicar.
Se eu pudesse traduzir isso numa pergunta única para qualquer marca, seria:
“Seu conteúdo é bom o suficiente para alguém mandar para um amigo?”
Porque se não for, talvez ele nem exista do ponto de vista cultural.
Por que a newsletter está voltando com força com a Geração Z?
Lucy trouxe um argumento que eu acho que vale ouro: newsletter é o lugar onde você tem uma relação menos mediada por algoritmo. Você sabe que vai chegar — e chega com voz, com contexto, com intenção.
Eu achei interessante como isso se conecta com Gen Z: apesar de ser uma geração associada a vídeo e velocidade, ela também tem um lado que valoriza profundidade e curadoria — desde que seja com personalidade.
O segredo não é o formato e sim a experiência.
A newsletter, nesse cenário, vira um espaço onde a marca não disputa atenção com “o feed inteiro”. Além disso, ela aparece com prioridade, com uma conversa direta.
E isso cria algo que redes sociais raramente criam hoje: confiança recorrente.
O risco de depender do algoritmo
O caso de Lucy com o Instagram (limitação de alcance e derrubada de conteúdo) é um lembrete do que muitos negócios ainda ignoram: plataforma não é casa, é aluguel.
Para marcas, isso significa que o investimento em conteúdo precisa estar ligado a construção de ativo próprio: base de emails, comunidade, CRM, recorrência.
Porque a Gen Z vai mudar de plataforma. Isso é certo.
A pergunta é: sua marca vai com ela?
E o papel da Nagata & Gasparini?
Esse tipo de estratégia — construir canal próprio, governança editorial, consistência — não é só “marketing”. É modelo operacional.
E esse é exatamente o tipo de estrutura que consultorias como a Nagata & Gasparini implementam: transformar presença digital em sistema, e sistema em crescimento.